25 de Março de 2009

Visita a exposição que se encontra patente na Biblioteca da Escola Secundária.

Não deixes de participar no concurso que te propomos e ganha, de imediato, um óptimo prémio.
PARTICIPA!
 

 

 

 

 

 

publicado por António Oliveira às 21:31

24 de Março de 2009

 

 

 

 

publicado por António Oliveira às 22:38

20 de Março de 2009

FLORESTA

 
Quem planta uma floresta
Planta uma festa.
Planta a música e os ninhos,
Faz saltar os coelhinhos.
Planta o verde vertical,
Verte o verde,
Vário verde vegetal.
Planta o perfume
Das seivas e flores,
Solta borboletas de todas as cores.
Planta abelhas, planta pinhões
E os piqueniques das excursões.
Planta a cama mais a mesa.
Planta o calor da lareira acesa.
Planta a folha de papel,
A girafa do carrocel.
Planta barcos para navegar,
E a floresta flutua no mar.
Planta carroças para rodar,
Muito a floresta vai transportar.
Planta bancos de avenida,
Descansa a floresta de tanta corrida.
Planta um pião
Na mão de uma criança:
A floresta ri, rodopia e avança.
 
Luísa Ducla Soares
 
publicado por António Oliveira às 00:01

19 de Março de 2009

 

O POEMA

O poema me levará no tempo
Quando eu não for a habitação do tempo
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo

 

 
 O POEMA – Sophia de Mello Breyner
 
 

 

publicado por António Oliveira às 00:01

18 de Março de 2009

LISBOA: AVENTURAS

 
tomei um expresso
                               cheguei de foguete
subi num bonde
                           desci de um eléctrico
pedi cafezinho
                         serviram-me uma bica
quis comprar meias
                                só vendiam peúgas
fui dar à descarga
                              disparei um autoclismo
gritei «ó cara!»
                          responderam-me «ó pá»
positivamente
as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá
 
José Paulo Paes, poeta brasileiro
 
publicado por António Oliveira às 00:01

17 de Março de 2009

 

 
JOGO
 
Abro a caixa do Inverno. Tiro os ventos,
as rajadas de chuva, os bancos de neve de onde
fugiram todos os pássaros. Desenrolo à minha
frente os pântanos do Inverno. Ando à volta
deles para desentorpecer as pernas; sacudo
o frio das mãos; limpo a chuva que se me colou
aos cabelos. Depois volto a lançar os dados
 – e avanço até à primavera.
 
Nuno Júdice, poeta português, (Século XX).
 
 
publicado por António Oliveira às 00:01

16 de Março de 2009

 

1. Real... mente, GUEDES, Teresa     
2. Poemas da mentira e da verdade, SOARES, Luísa Ducla

3. Iniciação a Poesia em Língua Portuguesa, PURO, Inês
4. Primeiro Livro de Poesia ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner
5.
Poemas Pequeninos para Meninas e Meninos, INFANTE Luís, POTT Carla
 

 

 

 

publicado por António Oliveira às 16:30

O Dia Mundial da Poesia celebra-se dia 21 de Março. No entanto, a nossa biblioteca vai, durante toda a semana, publicar vários poemas para assinalar esta data: cinco dias, cinco poemas.
Poderás encontrar, na biblioteca, alguns poemas que podes levar contigo. Nas salas de aula haverá poesia para todos. Também iremos colocar poemas nas árvores dos jardins da escola e da vila. Não esquecer que este dia coincide com o início da Primavera e com o Dia da Árvore.
“Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.” Federico García Lorca - Poeta e dramaturgo espanhol - 1898/ 1936

 

 

 

Poema I
 
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
 
 
Florbela Espanca - Ser poeta
 
publicado por António Oliveira às 00:01

15 de Março de 2009

 

 

publicado por António Oliveira às 10:52

 

 

publicado por António Oliveira às 00:42

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